«Os homens, em sua maioria, levam vidas de sereno desespero.» Thoreau. «Desespero organizado.» Bruce Lee.
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tentáculos de seda
Hozumi Harunobu, Young Woman, 1760.
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Como uma folha de Outono que cai para cima, elevada pela gravidade da seda bravia, ela plana como uma águia mansa, com sua asa de sombrinha de papel. Ó mulher multiplana e tentacular, com garras de seda evaporada, vazia, que dormes sobre o burburinho do mundo, na paz do Voo!
casa
Fotografia de Mario Giacomelli.
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Também acredito nisso, nessa vaga mão, nesse vago gesto, nessas paredes curvas do universo. Também sei disso, dessa sempre hasteada questão , desses espúrios anseios de experimentar o que outros são - esses que são violentamente. Custa a respirar, aqui. Está pequenino, aqui. Ridículo, fugir daqui para ali, num espaço que é sempre o mesmo, e tão exíguo. Também acredito nisso, na salvação dos minúsculos seres sem visto, defendo que se erijam pontes para o pequeno bicho. Eu sei disso, desse absoluto talento para ser desirmanada (veio-me à mente uma meia rota e um sapato de sola rachada), para espécie que se auto-extingue por não ser nada.
Procuro entender-te, ó fragilíssima flor.
Tantas imagens em tão escasso tempo... Tanta referência, tanto duplo
sentido, tanta entrada lexical, num espaço tão imediatamente simples.
Nem no descanso eu descaso. Nem no descanso há descanso. Batalhas de
marinheiros disformes. Sempre sempre sempre! E se não há guerra,
então... que se invente!
Há uma casa e eu estou nela. Reina a paz. E eu com ela.
demodée
Fotografia de Masahisa Fukase.
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Esta mulher não sabe ser. Já foi.
Ela desliza no ruído, entre os cabos, com destreza involuntária. Ela finta o desejo e o medo. Ela tenta não se calar.
Oh, esta mulher não é desta vida, ela é vegetal, húmida selvagem, ela é toda dos outros, é pouco física, é microscópica.
Mulher que se deita sobre superfícies ímpares. Mulher que embacia os vidros e não se vê.
Ela é a mulher de Adão, ela que não entende o pecado, a que se ri com riso galhardo, a que é tão toda, tão tola, tão tudo, tão cheia, tão universal.
Oh, essa mulher não cheira a coisa da terra.
Oh, esta mulher não é desta vida, ela é vegetal, húmida selvagem, ela é toda dos outros, é pouco física, é microscópica.
Mulher que se deita sobre superfícies ímpares. Mulher que embacia os vidros e não se vê.
Ela é a mulher de Adão, ela que não entende o pecado, a que se ri com riso galhardo, a que é tão toda, tão tola, tão tudo, tão cheia, tão universal.
Oh, essa mulher não cheira a coisa da terra.
Quem te chamou, mulher, até este chão estéril, povoado de pés que nada mais fazem senão pisar? Quem te desadequou assim?
Esta é a mulher de Deus.
onarízico
Fotografia de Joshua Hoffine.
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Sim. Companheiras, podem crer. Esta mulher tinha um nariz, só um nariz, e um nariz tão afilado, tão ângulo-de-perdiz, de aspecto tão sensível, tão frágil ao mínimo triz. Ela vivia com o seu nariz nos sonhos que outros sonhavam. Surgia, nariguda, imprevisível, por entre as fraldas dos sonhos. Metia o nariz onde não era chamada, e com que pose, oh!, essa mulher de olfacto fatal. Ah, ela! que narez, naroz, oh! naruz, que ela naraz, sim, pelas imagens mais bravias dos sonhos mais invictos: mulher impossível! Quando chorava, da tristeza de um sonho que acabava, o seu nariz era um galeão naufragado. Estendia-o aos seres que dormiam sem desejo de acordar. Perguntava-se a que mais aspirar?... o que mais inspirar?
sangrar porco
Fotografia de Sabine Pigalle.
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Se lhe dessem a escolher, matava. Era uma mulher-sangue, na sua aparência exangue, e só fixava as pessoas. Com o olhar despovoado. Quem lhe dera! a morte em série de todos os que a queriam, dos que a amavam com um desvio tosco do corpo, dos que a diziam entre o bife e o cognac. Não dormia, só para mais vivamente sonhar a dor com que morreriam. Se lhe contassem uma verdade... Se alguém lhe balbuciasse uma palavra nua... Homicida mental de talento, esta mulher vivia sob a chuva eterna, sob o vento.
descaligrafada
Xilogravura de Utagawa Kunisada.
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É que esta mulher não é um livro aberto. E sob páginas e páginas de tule, esconde-se o seu não querer. Esta mulher não quer nada e carrega as palavras que lhe são impressas por cima. E por cima, todas as paisagens, mais o que se imagina. Ela é este aparato de trajes para todas as estações, que não guarda no armário nem na memória, nem nas gavetas nem nos baús, mas leva em si como uma cruz. Esta mulher não quer nada, mas o que pode ser uma mulher que nada quer? Que não se sabe, que não se quer saber?
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É que esta mulher não é um livro aberto. E sob páginas e páginas de tule, esconde-se o seu não querer. Esta mulher não quer nada e carrega as palavras que lhe são impressas por cima. E por cima, todas as paisagens, mais o que se imagina. Ela é este aparato de trajes para todas as estações, que não guarda no armário nem na memória, nem nas gavetas nem nos baús, mas leva em si como uma cruz. Esta mulher não quer nada, mas o que pode ser uma mulher que nada quer? Que não se sabe, que não se quer saber?
pardolhoco
Pintura de António Dacosta.
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A mulher era dupla, como a chama. Raramente me virava o rosto inteiro. Era metade de si, e nessa metade a inconformidade. Tinha um pardal-de-peitilho no seu lado de amargura; no outro, tinha amantes, a excelência, a convicção, gostava de tempura.
- Quem me vê? Quem me vê? Quem entende o meu olhar canhoto e branco?
dedostoirada
Fotografia de Joshua Hoffine.
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Uma mulher com cinco dedos em cada uma das suas mãos! Ela viajava com os dez dedos, nómada dos medos, enrolava-se em ângulos mundanos, em vãos. Madrugada após madrugada, ela dedicava os dedos às gentes sombrias, segurando-lhes os medos nessas horas tardias (os dedos entortavam com o peso de tamanhas fobias!). Ela perdedoava-lhes a estúpida apatia. Adedocicava-lhes a vidinha vazia. Dedotava-as de renovada fantasia, assustandedo-as com as mais bizarras tecnologias. Dos seus dedos, a força criativa. Perguntava-se se seriam ainda precisos os dos pés, seus dedos-irmãos.
seio cá seio lá
Fotografia de Mario Giacomelli.
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Era uma mulher com dois seios. Sei os dois seios que ela tinha, de coração. Sem os seios, o que agarraria nestes tempos de solidão? A mulher vivia com os dois seios num poço sem fundo. Ela vivia caindo, e os seios: pára-quedas, baloiço vagabundo. Abriam-se no espaço íngreme e escuro. E soltavam a memória. Caindo, ela seiava, ela seitia, ela seitava, ela seirmia. Estendia os seios aos seres que, como ela, caíam. Dos seus seios - sei-o eu bem -, a nostalgia. Perguntava-se quando?, onde? aterraria.
bocamágoa
Fotografia de Jarek Kubicki.
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A mulher tinha uma boca, pela qual nunca respirava. Ela não comia. Ela não falava. A boca era uma coisa sobre a face. Passava-lhe os dedos por cima, como quem passa os dedos por cima de sinais, de borbulhas, de rugas, de feridas. A boca era um brinquedo para a mulher. Um dia, ela aprendeu o sentido da boca, quando depressa alguém parou, a beijou e partiu. Desde aí, ela estende a boca aos seres traídos e rejeitados. Ela bocareja alto, ela bocalivia, ela: bocamêijoa, ela: adbocacia. Da sua boca, a regeneração. Perguntava-se qual seria a profundidade da boca.
pensada
Fotografia de Susan Burnstine.
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Um dia, a mulher que só tinha um pensamento chegou a uma encruzilhada. Passou a viver nas encruzilhadas, a mulher de um só pensamento. Quilómetros e quilómetros, ela pensava o seu pensamento, pensansiando vias erradas. Pensavoava as estradas e estendia o seu pensamento aos seres deslumbrados. Pensaninhava-os na sua chama sempre ateada. Repensava-os. Pensava-os a ferro. Pensiludia-se que não precisava de mais nada. Perguntava-se onde iria dar aquela estrada.
olhavia
Fotografia de Anke Merzbach.
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Havia uma mulher só com dois olhos que vivia agora. Por mais que nos esforçássemos, não a víamos nem ontem nem amanhã. Não era possível recordarmo-nos dela. Não conseguíamos sonhar com ela. Não valia a pena tentar premeditá-la. Ela tinha dois grandes olhos sem pupilas, cada um com a sua cor, indefinida, inconstante. Num instante assim noutro assim. Mas nós não reparávamos nisso, porque a cada instante ela era como uma pessoa que nunca tínhamos conhecido. Instante a instante, ela desolhava, ela olhouvia, ela olholvidava, ela olhobscurecia, estendendo os olhos aos seres perdidos e ignorantes. Dos seus olhos, o espanto. Perguntava-se em que instante lhe daríamos um par de pupilas.
perneável
Fotografia de Misha Gordin.
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Em vielas muito tortas, caminhava uma mulher com duas pernas. Funâmbula de travessas, evitava avenidas e alamedas. Trabalhava muito, noite e noite, estendendo as pernas aos seres aflitos e parados. Noite e noite, pernidoava, pernisofria, pernicriava, ah, e como pernichovia! A mulher vivia nas vielas tortas com as suas duas pernas. Das pernas, o labirinto e a ponte. Perguntava-se quando poderia, um dia, espernear livremente.
manejando
Fotografia de Joshua Hoffine.
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Numa cidade escura, havia uma mulher com duas mãos. Trabalhava muito, noite e noite, estendendo as mãos aos seres concidadãos. A mulher não tinha nome nem sexo nem grande vontade. Noite e noite, sob luas inexistentes, manufacturava, manuscrevia, manusonhava, manuvia. A mulher vivia com as suas duas mãos numa casa sem janelas. Das mãos, via os seus efeitos, e revia-se nelas. Não precisava de outras vistas. Perguntava-se, em instantes de declínio, se alguma vez encontraria as suas mãos-gémeas.
um poema
Edward Steichen, The Flatiron, 1905.
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ao Bernardo
Se me prendesses de jeito obscuro,
Permanecendo inquieto e infantil,
E me envolvesses num tempo mudo...
Não seria esta a hora:
Do avesso o tempo, o avesso do mundo,
Nossos corpos, do avesso.
Do avesso o tempo, o avesso do mundo,
Nossos corpos, do avesso.
Seríamos sós em negativo.
Sombras secas um do outro.
Presas tensas um do outro.
Em noite enorme de vingança.
Caçando-nos por gestos excepcionais,
Sem acordo
Sem analogia:
Meus olhos-aljava dos teus.
Sombras secas um do outro.
Presas tensas um do outro.
Em noite enorme de vingança.
Caçando-nos por gestos excepcionais,
Sem acordo
Sem analogia:
Meus olhos-aljava dos teus.
à luz de uma vela
Fotografia de Jorge Molder.
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Interrompi outra leitura, regresso ao evitável.
Contemplo o lago informe onde dou umas braçadas: já pensei ser tanta coisa. Mas as velas continuam a arder, e continuarão enquanto existirem velas e eu tiver dinheiro para as comprar. Gostava de saber fazê-las.
Escrevo, e há esta apneia quase mística em que me questiono, dou-me um tempo diferente. Um tempo cheio de significados, sem que eu pense muito neles. Não há um esforço de entendimento.
Tudo disperso: até os meus escritos, por diferentes cadernos.
Há estas ilusões, como o preferir parar de outras maneiras, infrutíferas, só porque aos olhos de outros são frutíferas. A vida torna-se um contínuo mostrar, ou mostrar que.
Estou farta da língua e das suas invisíveis teias. Estou farta de todos os seus aspectos, de reparar tanto neles. Estou farta desta comunicação que se acentua por enganos, com enganos e para os enganos.
E pensar que é desta potencialidade perversa que nasce a poesia.
Escrever pode ser um reduto, mas é melhor que se saiba o que se escreve.
A falta de concentração vem da presença constante dos outros, que podem nem estar presentes, mas o seu movimento tácito entre mim e mim aborrece-me.
Sempre tive na ideia que certas situações não fazem sentido nenhum. Mas vejo agora que fazem, tudo, mesmo o que não faz, faz. Porque não faz sentido numa certa ordem das coisas, mas faz porque nós permitimos que fizesse. Também estou farta da irresponsabilidade humana e de não saber viver. Não sou a única.
É tão fácil usar de filosofia barata para nos justificarmos. Há tantos recursos à nossa volta e dentro de nós, é só escolher um. É tão fácil dizer "não sei".
Queremos a solidão para estar em paz e depois povoamo-la de monstros para não estarmos sozinhos.
E não posso deixar de escrever agora que adoro folhas de papel amarelecidas e levemente enrugadas e o gosto dos Japoneses pela maravilha do pormenor. Também estou farta do lugar que as palavras devem ter numa frase e do lugar que as frases devem ter num texto e do lugar que cada um deve ter no mundo, estou farta da sintaxe e da saudade.
Descobrir a espontaneidade do ser e admiti-la e professá-la, é o que eu queria. Olhar para os outros e não olhar para mim pelos outros, porque isso sim é umbiguismo ou o que se queira chamar, é o que eu queria.
Há um verso do Rilke... "Mas nós quando intentamos uma coisa, inteiramente, sentimos já o custo de outra a desdobrar-se".
Eu acho que só criamos para nos justificarmos perante o mundo. Toda a criação é um pedido de desculpa, ou tão só um pedido, como a velinha que o crente acende perante a imagem do santo. Eu acho que vivemos um poema, cheio de palavras simbólicas, que são o que são e o que conotam.
Eu acho que a luz de uma vela (quando é vermelha, larga e suficientemente alta, de maneira que o pavio, à medida que arda, vá criando uma cratera cada vez mais funda donde vibra a luz, sendo os limites da vela o seu próprio quebra-luz), eu acho que essa luz é muito bela.
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Interrompi outra leitura, regresso ao evitável.
Contemplo o lago informe onde dou umas braçadas: já pensei ser tanta coisa. Mas as velas continuam a arder, e continuarão enquanto existirem velas e eu tiver dinheiro para as comprar. Gostava de saber fazê-las.
Escrevo, e há esta apneia quase mística em que me questiono, dou-me um tempo diferente. Um tempo cheio de significados, sem que eu pense muito neles. Não há um esforço de entendimento.
Tudo disperso: até os meus escritos, por diferentes cadernos.
Há estas ilusões, como o preferir parar de outras maneiras, infrutíferas, só porque aos olhos de outros são frutíferas. A vida torna-se um contínuo mostrar, ou mostrar que.
Estou farta da língua e das suas invisíveis teias. Estou farta de todos os seus aspectos, de reparar tanto neles. Estou farta desta comunicação que se acentua por enganos, com enganos e para os enganos.
E pensar que é desta potencialidade perversa que nasce a poesia.
Escrever pode ser um reduto, mas é melhor que se saiba o que se escreve.
A falta de concentração vem da presença constante dos outros, que podem nem estar presentes, mas o seu movimento tácito entre mim e mim aborrece-me.
Sempre tive na ideia que certas situações não fazem sentido nenhum. Mas vejo agora que fazem, tudo, mesmo o que não faz, faz. Porque não faz sentido numa certa ordem das coisas, mas faz porque nós permitimos que fizesse. Também estou farta da irresponsabilidade humana e de não saber viver. Não sou a única.
É tão fácil usar de filosofia barata para nos justificarmos. Há tantos recursos à nossa volta e dentro de nós, é só escolher um. É tão fácil dizer "não sei".
Queremos a solidão para estar em paz e depois povoamo-la de monstros para não estarmos sozinhos.
E não posso deixar de escrever agora que adoro folhas de papel amarelecidas e levemente enrugadas e o gosto dos Japoneses pela maravilha do pormenor. Também estou farta do lugar que as palavras devem ter numa frase e do lugar que as frases devem ter num texto e do lugar que cada um deve ter no mundo, estou farta da sintaxe e da saudade.
Descobrir a espontaneidade do ser e admiti-la e professá-la, é o que eu queria. Olhar para os outros e não olhar para mim pelos outros, porque isso sim é umbiguismo ou o que se queira chamar, é o que eu queria.
Há um verso do Rilke... "Mas nós quando intentamos uma coisa, inteiramente, sentimos já o custo de outra a desdobrar-se".
Eu acho que só criamos para nos justificarmos perante o mundo. Toda a criação é um pedido de desculpa, ou tão só um pedido, como a velinha que o crente acende perante a imagem do santo. Eu acho que vivemos um poema, cheio de palavras simbólicas, que são o que são e o que conotam.
Eu acho que a luz de uma vela (quando é vermelha, larga e suficientemente alta, de maneira que o pavio, à medida que arda, vá criando uma cratera cada vez mais funda donde vibra a luz, sendo os limites da vela o seu próprio quebra-luz), eu acho que essa luz é muito bela.
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